Sou Fã, Sim! E Pago Meus B.O.s em 12x Sem Juros

Oi, meu nome é... bom, pode me chamar de “fã número 237 da Miley Cyrus, do EXO, de Supernatural, do Flamengo e de qualquer coisa que tenha figurinha colecionável ou final de temporada com cliffhanger”. Eu sou o tipo de pessoa que vê um moletom oficial da série preferida por R$ 349,99 e pensa: “Isso aqui é investimento em autoestima”.

Esses dias eu li a pesquisa feita pela agência Monks com o Instituto Float Vibes chamada “A Era dos Fandoms”. Basicamente, é o primeiro estudo sério sobre gente como eu: emocionalmente instável, financeiramente comprometida e altamente engajada — tudo em nome da cultura pop.

Segundo essa pesquisa, 38% dos brasileiros se consideram fãs de alguma coisa. E eu aqui achando que era só eu e meia dúzia de perfis surtados no Twitter. Mas não. Somos legião.

A vida do fã é um boleto atrás do outro

Olha que loucura: fã brasileiro gasta, em média, R$ 200 por mês com o ídolo. Eu gastei isso em uma semana com ingresso, Uber, lanche temático e uma vela aromática com cheiro de “coração partido” do meu ship favorito. Porque sim, eu tenho prioridades. As contas podem atrasar, mas o lançamento da camiseta edição limitada não espera ninguém.

E o mais engraçado é que, de acordo com a pesquisa, 52% de nós acham que o conteúdo feito por fãs é melhor do que o oficial. Claro, né? A galera nos bastidores das séries tá ali fazendo o básico, enquanto o fandom tá escrevendo fanfic com mais plot twist que novela mexicana. Tem fã que edita trailer melhor que estúdio de Hollywood — com trilha sonora e lágrima garantida.

Marca que não engaja, dança

Outro dado que me fez rir com deboche foi: 64% dos fãs esperam que as marcas ofereçam experiências sem obstáculos. Tradução: se vai vender coisa pra gente, facilita, criatura! Não vem com aquele site que trava no carrinho, nem com ingresso que esgota em 3 segundos por causa de bot.

As marcas estão começando a entender que fã compra, divulga, briga na internet e ainda faz marketing de graça. É só agradar a gente com um mimo, um código de desconto e uma referência que só o fã entende. Quer fidelidade? É só entregar um produto com a frase que o personagem disse no episódio 3 da segunda temporada — a gente nota.

Fã movimenta a economia? Com certeza.

Parece piada, mas esse surto coletivo tem impacto real. Quando um artista vem pro Brasil, movimenta turismo, hotel, restaurante, camelô vendendo pôster e até mototáxi com playlist do show. Somos uma linha de produção sentimental que enriquece não só as marcas gringas, mas também o vendedor local da feirinha geek. A economia gira no ritmo da batida do comeback.

E olha, ser fã hoje não é mais coisa de adolescente desocupado — é profissão não-remunerada de marketing espontâneo. Fã bom gera buzz, trend, fila e engajamento. Somos especialistas em levantar hype, gerar tráfego e esgotar produtos em minutos. A maioria de nós só não tem salário fixo (ainda).

No fim das contas…

Ser fã é um ato de resistência emocional e financeira. A gente chora no episódio, mas paga o combo pipoca. Reclama do valor da camiseta, mas parcela em 6x no cartão da mãe. Xinga a banda, mas dorme na fila do show.

Se você, como eu, é fã de tudo e de todos, saiba que a gente move o mundo — e a economia também. Agora me dá licença que vai começar o comeback daquele grupo que eu nem gosto tanto, mas por alguma razão já com o carrinho cheio no site.

@g1

Raio-X dos fandoms - Já ouviu falar de fandoms ou faz parte de um? São grupos que se organizam em hierarquias, regras e culturas próprias, para servir e reverenciar um ídolo, ou mais de um. Uma pesquisa inédita sobre esse tipo de hábito mostra que 38% dos brasileiros se enxergam como fãs. Esses gastam, em média, R$ 199,41 por mês com produtos ou experiências relacionadas aos seus ídolos (ingressos, álbuns, itens de merchandising, entre outros). O valor representa quase cinco vezes o gasto médio mensal com atividades culturais no país, que fica em R$ 40 por família, segundo o relatório "Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2009-2020”, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2021. Na reportagem, a @pradocaroline te conta mais dados sobre os grupos de fãs. Veja mais em g1. #fãs #fandom #pesquisa #tiktoknotícias

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