Pablo Marçal: A Comédia Trágica de um Coach em Ruína

Se Pablo Marçal fosse personagem de novela, seria aquele vilão cafona que acredita que uma frase de efeito resolve qualquer enrascada. Mas, na vida real, até mesmo os "gurus" de mentalidade precisam responder à Justiça. Condenado duas vezes pela Justiça Eleitoral de São Paulo, nosso herói de araque agora está inelegível até 2032 e carrega nas costas uma multinha de R$ 420 mil — o preço de quem tentou jogar o jogo político com cartas marcadas.

Marçal, que já foi tratado como messias do "desperta, Brasil!", abusou do seu palco digital como um camelô desesperado tentando empurrar mercadoria vencida. Em sua campanha para a Prefeitura de São Paulo, ofereceu prêmios em dinheiro via Discord para quem divulgasse suas fanfics eleitorais. Um mercador de curtidas, comprando engajamento como quem troca voto por vale-cachorro-quente.

E, como se não bastasse o circo montado, ainda arrumou tempo para criar um laudo médico falso contra Guilherme Boulos. Quem diria? O coach de mindset, agora também especialista em fake news. Resultado: perfil suspenso no Instagram e um novo endereço de correspondência — a mesa de investigação da Polícia Federal.

A personalidade de Pablo Marçal é uma obra-prima da dissonância cognitiva: arrogância embalada em autoajuda de rodoviária. Seu discurso de "superação" nunca passou de óleo de cobra digital, vendido para quem acredita que pensar positivo é suficiente para apagar boletos.

Ao ser condenado, Marçal manteve o personagem. Disse que a decisão é "temporária" e que vai recorrer, como aquele convidado que se recusa a aceitar o fim da festa. Para ele, admitir um erro seria tão impensável quanto escrever um discurso sem clichê.

Enquanto isso, o PRTB — fiel como um cão perdido — insiste em apoiar sua próxima aventura eleitoral. Um casamento perfeito entre irrelevância e teimosia.

A saga de Pablo Marçal é um aviso claro: em tempos de política-espetáculo, nem todo palhaço faz rir. E o circo, quando pega fogo, não poupa nem o dono da lona.

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